Condenado por estupro de vulnerável, José Dumont teve negado pedido de prisão domiciliar protocolado por sua defesa. Aos 76 anos, o artista de filmes e de novelas da Globo, Record e Manchete está preso há seis meses para cumprir pena de 10 anos e quatro meses de reclusão.
Dumont recebeu ainda condenação por guardar conteúdo relacionado à pornografia infantil - ao se defender, alegou que o material era para estudo de personagem. Os advogados do famoso apontaram a idade avançada e o estado de saúde para que o cliente deixasse a cadeia e fosse cumprir pena em casa.
No momento, José Dumont faz tratamento com levotiroxina (usado no tratamento de hipotireoidismo) e apresenta ainda distúrbios do sono e hipertensão arterial. Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal "O Globo", o pedido foi negado após uma avaliação médica oficial.
Um médico que trabalha na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEPPEN) apontou estado geral de saúde regular de José Dumont, que encontra-se lúcido e orientado.
Paraibano de Belém, cidade distante 2h da capital, João Pessoa, o artista estreou na Globo na série "Malu Mulher" no final dos anos 1970. Um dos grandes papéis foi o de Gil, pai de Juma Marruá na primeira versão de "Pantanal", novela de 1990.
Antes, esteve em "Carmem" (1987) e "Olho por Olho" (1988), na mesma emissora, onde atuou ainda em "Mandacaru" (1997). Em "Terra Nostra" foi o Ronaldo, mas acabou se envolvendo em polêmica com o autor Benedito Ruy Barbosa, morto neste ano.
Na Record, Dumont trabalhou de 2006 a 2014 em produções como a novela "Ribeirão do Tempo" (2010) e o especial "O Milagre dos Pássaros" (2012). O trabalho mais recente foi em "Nos Tempos do Imperador" (2021). Ao ser preso, a Globo o cortou de novela para qual estava escalado.